Archives de catégorie : Histórias de família (Brasil)

Lamatabois Jean Julien / Dupourqué Marie

Orthez / Salies de Béarn

Lamatabois – Dupourqué (Duas famílias que se uniram)

(Celso Jaloto Avila Junior – 10/03/2026)

Júlio Lamatabois, neto de Jean Julien e Marie

Sou brasileiro e quando me casei, passei a morar no estado do Rio Grande do Sul, na cidade de São Gabriel, localizada muito próxima da fronteira com o Uruguai. Esta é a cidade natal da minha esposa e de sua família. Há alguns anos, resolvi fazer uma pesquisa genealógica de sua família, pois quase nenhuma informação era conhecida. Aí a minha surpresa foi saber que pelo ramo de sua avó materna, minha esposa era a 5ª geração de descendentes de um casal de emigrantes franceses, JEAN JULIEN LAMATABOIS GAUCHET e MARIE DUPOURQUÉ, vindos do Sudoeste da França, em meados do séc. XIX, da região histórica do Béarn, na “Nouvelle-Aquitaine”, no Departamento do Pyrénées-Atlantiques.

Depois de muito pesquisar e contar com a troca de informações com o genealogista brasileiro, Miguel Costa, as famílias francesas sempre foram as maiores dificuldades. Mas, esse ano conheci pela Internet, a francesa Christiane Bidot-Naude, que muita informação me enviou e com quem tenho trocado mensagens por Email. Então, ela me pediu que eu escrevesse uma breve história desta família. Ainda temos muito a pesquisar e escrever sobre esta família. Portanto, aqui estou buscando compartilhar informações genealógicas e história oral desses emigrantes e seus descendentes que um dia sonharam em formar uma família distante de sua terra natal.

A Antiga Região do Béarn

No ano de 1839, o sudoeste da França vivia ainda sob o ritmo antigo e tradicional das pequenas vilas do Béarn. Entre colinas suaves, vinhedos e campos de trigo, aldeias medievais guardavam tradições que pareciam imutáveis havia séculos.

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Mayca Pierre

Préchacq-Josbaig

FAMÍLIA MAYCA NO BRASIL

Por Cecília Maicá

No estado do Rio Grande do Sul, no sul do Brasil, há uma tradição chamada tradição gaúcha, onde os usos e costumes do povo são preservados e transmitidos às novas gerações. Sou gaúcha de nascimento e fui criada no meio tradicionalista e certo dia, dando uma palestra a estudantes sobre a importância da preservação das raízes, tomei consciência de que pouco sabia sobre os meus ancestrais. Isso foi um tremendo choque e inúmeras perguntas borbulharam na minha cabeça: Quem é o pai do meu avô? Teria ele irmãos?… Esse fato marcou o início de uma incan.

Meu pai afirmava que seu pai dizia que nossa origem era francesa e eu conversava com tios-avôs e todos repetiam a mesma coisa, mas ninguém provava nada e eu queria prova. E essa não era apenas uma curiosidade minha, vários parentes também desejavam saber suas origens. Abracei a causa e lancei-me na aventura da busca genealógica numa época em que os meios digitais eram escassos e era preciso viajar para entrevistar pessoas, visitar cartórios de registros, visitar cemitérios, enviar cartas para os mais distantes, enfim, uma série de obstáculos; e então cheguei à cidade gaúcha de Rosário do Sul, onde conheci inúmeros parentes descendentes de Pedro Francês. Uma cortina se abriu.

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Mousquère Jean et Jean Pierre

FAMÍLIA MOUSQUER (Mousquère) NO BRASIL

O desafio de conhecer a origem da minha família na França foi marcado pelas longas conversas que tive com meu avô materno, Pantaleão Mousquer, filho do imigrante francês Jean Pierre Mousquère. Os relatos emocionados de meu avô me deixavam curiosa, fascinada, e despertaram em mim, a vontade de conhecer mais sobre a família na França.

Inicialmente, eu reuni todos os dados passados por meu avô, os quais ficaram guardados por mais de 20 anos.

A internete me colocou em contato com Christiane Bidot-Naude, genealogista francesa, que, prontamente, passou a me enviar informações sobre a família Mousquer na França. Continuer la lecture